16 de maio de 2017

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por: mokayama

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Nenhum artista é fruto de combustão espontânea

A impressão que a maioria das pessoas tem, de uma maneira ou outra, passado por processos radicais em suas vidas é lugar comum…mesclado ao desalento que passamos como sociedade, onde as crenças e paradigmas parecem cada vez mais ir em direção ao ralo.

O que nos blindaria…daria alento, fé e perspectiva em tempos tão sombrios
Ah… a arte…veículo e receptáculo das mais sublimes emoções, verdades e história do espécime humano…desde as pinturas rupestres na caverna de Lacroix, chegando ao futurismo e poesia única da obra do compositor polonês Penderecki; dos power chords urbanos do Mc5 aos beats eletrônicos que movimentam raves shamanicas pelo mundo afora.

Que seriam os visionários que trazem esta verdade…o fogo e a verdade para os mortais. Nada mais do que um outro mortal. Que como falava o Bukowski, sentou a bunda na cadeira por horas e horas

Nenhum artista é fruto de combustão espontânea, toque da fada do dente ou guiado pelas dicas e visões vindas através do Grilo Falante, no desenho do Pinóquio.

A arte, no nada mais que resultado da abnegação, fé e trabalho árduo do artista em questão (além de como sempre um pouquinho de sorte).

Onde acha inspiração, referências e verdade na arte criada por seus predecessores.

Estariam estes olhando para as estrelas. No preá história das cavernas de Lacroix, olhando para o infinito e estrelas. Cientes da sua brevidade.

Dando uma vasculhada na loja meca dos hipsters Urban Outfitters, em Orlando, me deparei com uma pilha de fitas cassetes de bandas indie; é pratica do statment desta marca , vincular sua imagem ao universo vintage de um modo geral; mas a volta dos cassetes toma um vulto diferente, principalmente para quem lidou e viveu as inconveniências deste formato de mídia(ok muitos vão dizer que passar arquivos digitais por velhos cassetes cromos dá uma comprimida no som,, pode ser um fato, mas a luz dos inúmeros compressores virtuais em forma de plug ins ,manter gravadores de fita, assume uma proporção similar ao restaurar e manter carros antigos ou colecionar figurinhas antigas; um certo romantismo barato; todavia nunca negaremos a verdade que a inspiração destes atos trazem a seus praticantes

Um grande amigo que toca a papelaria do pai (onde costumava comprar material escolar e aviões da Revell.nostalgiaaaaa.rs) afirmou que nunca vendeu tanto papel na vida, mesmo no auge da era digital…mostrando a necessidade que a pessoa tem em dar seu recado para o mundo; de forma orgânica e verdadeira, perpetuando numa verdade física, não na transitoriedade quase budica do ambiente digital.

Um estudo recente de neuro ciência comprovou que a escrita a mão no papel acrescenta e muito a aprendizagem como um todo. Reescrever cifras para memorizar, formas e anotar ideias e frases no papel é um recurso muito bacana para o aprendizado.

Neste paradigma único que encontramos nossa verdade em meio a tênue linha que separa o passado do futuro…uma perspectiva zen budista de estar focado no presente com distanciamento suficiente para entender a história e nos situarmos…

A arte também acontece através deste entendimento….

Let´s make some noise…..

Oka