11 de setembro de 2017

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por: mokayama

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Categorias: aulas, cursos, dica de estudo

Dicas para uma boa performance!

 

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O ato da performance musical é uma experiência única, um momento de interiorização,  por ele  apenas quem passa consegue mesurar sua transcendência.

Alguns amigos(músicos obviamente) citaram que  existem pesquisas de neurologia  apontando o quanto o ato de fazer musica é agregador e complexo; mostrando até o caso do virtuose baixista Mark Egan e como sua capacidade de tocar linhas complexas no contrabaixo e cantar ao mesmo tempo,  demonstrava uma utilização única dos dois hemisférios do cérebro.

O grande Kiko Loureiro deu o nome de NoGravity a seu primeiro CD solo, comparando a sensação de “zero gravidade” que a performance no palco da ao músico; quase um lapso de espaço tempo; sendo a música(como a dança e o teatro) uma representação artística que transcende a relação espaço/tempo.

O fato é que  para se chegar na performance desejada, se faz  a necessidade de horas infinitas de estudo e ensaio, para que nossos sistema  neuromotor, visual, cognitivo ,mental e psicológico trabalhem como uma só maquina no intuito de fazer a “locomotiva” musical de cada um funcionar precisa  no trilho da performance, nos conduzindo  seguros ao nosso destino (passar a mensagem a nossa audiência).

Palco, estúdio,ensaios , são situações  diferentes que exigem uma postura psicológica direcionada a cada uma dela; todavia o denominador  comum delas reside na preparação acima citada.

O hermético Robert Fripp costumava dizer que não conseguia tocar “ Brilha Brilha Estrelinha quando pegou na guitarra pela primeira vez e seu trajeto no aprendizado do instrumento, o fez  um ser humano melhor em todos os sentidos.

Uma verdadeira batalha interna de polaridades, onde o ato de tensionar e relaxar, focar e deixar  fluir, causa um jogo entre o Yin e Yang  no intuio da música acontecer entre as duas distintas…

Mais do que fama , sucesso e grana,  o maior premio da performance musical  reside neste processo, um continuo de  lapidar  nossas habilidades ,tendo no lapso “reichano” da performance,um verdadeiro vácuo no espaço/tempo como  destino de nossa escalada, que a cada momento apresenta um platô novo a ser superado.

Boa performance a todos!

 

 Marcio Okayama