
Estudando escalas
Antes de mais nada, fazer música pode, muitas vezes , ser comparado à qualquer atividade limite que o ser humano se propõe a fazer ; seja andar na corda bamba, pilotar um caça a jato ou jogar xadrez.
Na música estamos equilibrados num fio tênue que é margeado tanto pela razão, como pela emoção, técnica e abandono,sensibilidade e premeditação , calculismo e fé…..
Acima de tudo seja em um show ou gravação, uma música cuja performance nos emociona e inspira, devemos ter consciência que esta é o resultado de muito sangue, suor e lágrimas e para chegarmos ao máximo de nosso potencial, devemos atravessar o mesmo processo.
Principalmente não devemos ficar presos a meros processos mecânicos ou apenas decorar, por exemplo, os desenhos da escala pelo braço.
Uma dica muito valiosa para guitarristas e instrumentistas de cordas em geral foi-me passada pelo iluminadíssimo Mike Stern:
Pegue as notas de uma escala maior (C,D,E,F,G,A,B,C) e toque-as numa corda só , do traste mais grave ao mais agudo, esquecendo-se das digitações propriamente ,apenas se preocupando com as notas no braço e seu som.Você pode até cantar a tônica ao tocar as demais notas, depois faça o mesmo em todas as outras cordas e em todos os tons( C, G,D,A,E,B,F#,C#,F,Bb,Ab,Db,Gb,Cb.).
Esta dica é muito utilizada também por Pat Methney e Mick Godrick.
Sobretudo você se sentir cansado após seus estudos, vá dar uma volta e alimente alguns patos e outros pássaros em seu parque mais próximo ( também toque do mestre Godrick) .Ninguém menos que o célebre escritor Charles Bukowski afirmava também que não há nada melhor que os patos para uma cabeça cansada.
Ciao!!!!!!!!
Márcio Okayama