18 de março de 2022

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por: mokayama

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Categorias: matérias

TRANSITIO….

Todos nós acreditávamos que o futuro seria um território, onde os conflitos (sempre movidos por interesses escusos)aconteceria num âmbito de jogos e pressões sócio econômicas com eventuais ações bélicas que teriam precisão cirúrgica nas ações,na grande parte feita de maneira remote por drones e gadgets sem tripulantes.
Neste conflito atual, acontece justamente o contrário.
A movimentação e estratégia voltada para uma verdadeira guerrilha urbana, situação que a história militar já mostrou se tornar o mais selvagem embate, onde reina a lógica do óbvio no instinto humano.
Segue a simples reação de enfrentar uma coluna de blindados e pelotões de invasores com coquetéis molotovs, pedras, paus e balas, tornando o conflito em questão dos mais sangrentos
Similariedades de situações que vivemos..
A história é um processo sempre cíclico, aprendi na 7ª série do antigo ginásio.
O general Vo Nguyen Giap, considerado o maior estrategista da era militar moderna, disse a seguinte frase após a vitória sobre os EUA, na guerra do Vietnã; “_ você pode conquistar terras, mas nunca o coração de um povo. ”
Tal linha de pensamento encontra espelho no pesadelo atômico de Hiroshima e Nagazaki, onde mais que o “test drive” e demonstração de poder perante os outros players da época, se fez a matemática dos custos de vidas de uma invasão ao Japão, onde já era dada a ordem de luta para todos os japoneses de qualquer idade, classe e sexo.
E parece que o pesadelo atômico ressurgiu como uma Fenix maligna, através da invasão de usinas na Ucrânia e a movimentação de ambos os lados com seu arsenal…
Não bastasse os dois anos de sci fi pandêmico….
Me foge a lógica a perda de trilhões de mercado e infraestrutura que os cancelamentos de operações nos conglomerados na Rússia acontecem…seja a perda de infraestrutura como vendas de um mercado num país de proporção continental.
Países que faziam vista grossa a procedência de capitais gigantescos de origem escusa, agora congelando fundos em função do “bom senso”.
Sorry ,não acho a espécime humana tão boazinha assim
Lembro que me chocou (no bom sentido) um duo de garotos na Turquia tocando Air do Jason Becker, nota por nota logo no início da plataforma YouTube.
Parecia que finalmente o mundo era uma aldeia só.
O mundo globalizado apontava um novo horizonte sócio econômico e por tabela cultural
Acho que chegamos este ano ao point of no return de outro momento
Provavelmente não tão gentil….

Márcio Okayama